Curva ABC ou Teorema de Pareto - seu negócio precisa

Curva ABC ou Teorema de Pareto - seu negócio precisa

Atualizado: 24 de Jul de 2018



A Curva ABC é uma das mais usadas na categorização de estoque e precisa ser bem entendida. A Curva ABC, também chamada de Classificação ABC ou Teorema de Pareto (em homenagem ao seu criador), nasceu quando Pareto percebeu que 80% da riqueza estava nas mãos de apenas 20% da população. Isto ficou conhecido como regra 80/20 e é muito utilizada em processos administrativos.


Da mesma forma que boa parte da riqueza estava concentrada em uma pequena parcela da população, nas empresas boa parte do trabalho é devido a poucos produtos, a maioria dos custos de estoque deve-se a poucos itens caros e grande parte da receita vem de poucos produtos.


Você sabe quais são os produtos mais estratégicos para a sua empresa? Se a resposta for negativa, você não está só. Muitos empreendedores tentam montar o seu estoque só tendo a feeling como base e aí já viu, produtos encalhados e o prejuízo aumentando.

A curva ABC é uma técnica que permite analisar e categorizar os produtos vendidos em uma loja por ordem de importância.


A análise mostra ao empreendedor qual nível de atenção deve ser dado para cada tipo de produto, de acordo com fatores como: vendas, faturamento, margem de lucro e, até mesmo, espaço ocupado.


Sabendo disso, deve-se direcionar recursos, esforços e pessoal para fazer com os itens mais importantes, mais caros e os clientes mais rentáveis sejam atendidos com atenção especial.


Onde pode ser utilizada a Classificação (ou Curva) ABC ?

Na logística, a Curva ABC é muito usada para controlar o estoque. Alguns produtos são mais importantes que outros e precisam ser tratados como tal. Pode separar os itens no estoque segundo algum critério: giro do produto, proporção sobre o faturamento, margem de lucro, custo do estoque, ou outro parâmetro escolhido.

  • Classe A: Principais itens em estoque e de alta prioridade. 20% dos itens correspondem a 80% do valor.

  • Classe B: itens que ainda são considerados economicamente preciosos. 30% dos itens correspondem a 15% do valor.

  • Classe C: 50% dos itens em correspondem a 5% do valor.

Como separar em classes A, B ou C?


Tela BIMachine

Com o auxílio de uma ferramenta de BI é possível visualizar os dados em questão se segundos de uma maneira automatizada ou com uma planilha eletrônica é possível construir a curva ABC, para isso, separe os dados relativos aos estoques e seus custos (para todos os produtos), organize-os em ordem decrescente do custo; some todo o custo e depois calcule o percentual que cada produto representa do custo total; e depois, basta somar as primeiras linhas até encontrar 80% dos custos (isto deve representar em torno de 20% dos produtos), estes produtos serão aqueles que comporão a Classe A da Classificação ABC. A ideia continua para montar as classes B e C.


Alguns itens, no entanto, devem ser incluídos na lista dos “Classe A” por serem estratégicos, estarem atrelados a contratos de fornecimento ou por questões de marketing. São poucos itens nesta situação, mas que merecem um tratamento diferenciado.


O que fazer com essa análise?


Neste momento, você deve estar se perguntando, afinal, em que esse dado poderá me ajudar?

Bom, além de permitir que você melhore o mix de produtos da loja, a análise da curva ABC evita erros comuns, como um estoque com poucas unidades dos produtos mais vendidos e abarrotado com os itens que vendem pouco.


Os produtos A são os mais procurados, por isso nunca podem faltar. O ideal é monitorar constantemente como está a saída deles e planejar a reposição com bastante antecedência, reservando a verba necessária para isso.


Além de trazerem receita, em geral eles são chamarizes que trazem clientes até sua loja. Por isso, precisam de atenção redobrada. Se o produto que você mais vende faltar, certamente atrapalhará as suas vendas no mês.


E o que fazer com os produtos do segmento B e C? Se eles são menos importantes, devo tirá-los do meu mix? Não necessariamente. Os produtos B e C aumentam a estabilidade do negócio e engordam o tíquete médio do cliente.


Como exemplo é mais fácil, não é? Vamos supor que você tem uma drogaria. E a fralda é um produto A para a sua loja, já que vende muito. Para aproveitar melhor o cliente que entra atrás de fralda, você pode oferecer outros produtos com menos saída (que fazem parte do segmento B e C) como chupetas, mordedores e esterilizadores de mamadeira. Deu para entender? São itens de uma mesma família, ou muito próximos disso. Sempre há um complemento a ser explorado.


É muito comum que os empreendedores descubram, ao fazerem a análise de curva ABC, que precisam ajustar o seu mix de produtos. Só assim, conseguem aproveitar melhor o potencial dos seus clientes.


Fazendo a curva ABC, você percebe que aquele produto que parecia ótimo pode ser um grande vilão para o seu negócio.


O próximo passo? Começar a trabalhar o mix de produtos. Às vezes focar muito em um item específico e não perceber o que mais posso agregar para o meu cliente.



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